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29/09/2017

Bolsa tem melhor rendimento em setembro, dólar vem em 2º lugar

Estadão

Setembro foi das ações. Elas encerram o mês com o melhor rendimento. Até o fechamento de ontem a Bolsa de Valores de São Paulo garantia uma valorização acumulada de 3,86%. E, no pregão de hoje, o Índice Bovespa opera em alta, o que pode reforçar esse desempenho.

Mundo esquisito esse. Não deixa de surpreender que, mesmo com nova denúncia contra o presidente Temer, a bolsa tenha batido recordes históricos de alta. A instabilidade política parece não intimidar nem inibir  os investidores em ações.

Mas outros fatores ajudam a explicar o comportamento da bolsa, como a queda dos juros e a redução do rendimento das aplicações em renda fixa. Movimento que leva o aplicador a procurar por algo mais atraente no mercado. O aumento da procura faz subir os preços dos papeis negociados na bolsa.

Lá de fora também sopram ventos favoráveis para a bolsa. A economia mundial retoma o crescimento com mais firmeza e em ambiente de inflação e juros baixos. Na falta de destinos mais rentáveis, a fartura de dinheiro acaba buscando mercados de países que acenam com ganhos mais robustos, como o Brasil.

Na segunda posição aparece o dólar comercial, com valorização de 1,08% também até quinta-feira. Segmento igualmente beneficiado com redução dos ganhos com os juros.

Já o desempenho das aplicações em renda fixa espelha diretamente a queda da taxa de referência da economia, a Selic, para 8,25% ao ano. Aplicações como CDB (Certificado de Depósito Bancário), caderneta de poupança e fundos de investimento, como o de renda fixa e o DI, passaram a proporcionar rendimento nominal mais baixo, e até mesmo meio tabelado.

Ao mesmo tempo, um retorno que supera a inflação, o que significa que preservam o poder aquisitivo do dinheiro ali ancorado.

Desempenho em setembro

1º – Bolsa de São Paulo                  3,86%

2º – Dólar                                          1,08%

3º – Fundos de renda fixa         entre 0,60% e 0,75%

4º – Fundos DI                             entre 0,55% e 0,70%

5º – Caderneta                            entre 0,4690 e 0,50%

*Rendimento médio bruto dos fundos, de acordo com cálculo do administrador de investimentos Fabio Colombo

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