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27/12/2018

Concessões de crédito sobem 1,7% em novembro e somam R$ 330 bi, diz BC

Valor Econômico

O sistema financeiro concedeu em novembro 1,7% a mais em novos empréstimos e financiamentos, comparativamente a outubro, somando R$ 330 bilhões. O número, divulgado pelo Banco Central (BC), leva em conta as concessões totais em cada mês. Considerando a média por dia útil, houve aumento de 11,9%, na comparação com outubro.

As concessões para clientes corporativos caíram 1,1% ante o mês anterior, somando R$ 137,9 bilhões.

Para as famílias, o sistema financeiro concedeu R$ 192,1 bilhões em novos empréstimos e financiamentos, 3,8% acima do que tinha concedido em outubro.

A concessão com recursos livres, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e clientes, aumentou 12,5% na média diária. Já as operações com recursos direcionados, que são regulamentadas pelo governo ou vinculadas a recursos orçamentários, aumentou 6,5% no mês passado.

Estoque

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro subiu 1,1% em novembro sobre o mês anterior, para R$ 3,202 trilhões. Como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pelo BC, o estoque de operações subiu para 46,8% em novembro, frente a 46,6% em outubro. Em novembro de 2017 era de 47,0%.

O saldo total do crédito livre avançou 1,9% em novembro sobre o mês anterior, chegando a um total de R$ 1,715 trilhão, enquanto o crédito direcionado avançou 0,2%, para R$ 1,487 trilhão.

O saldo total de crédito para as famílias aumentou 1,9% em novembro, e 10,4% em 12 meses chegando a R$ 1,715 trilhão. Para as empresas, o avanço no mês foi de 0,8%, chegando a um total de R$ 1,430 trilhão. Medido em 12 meses, a alta é de 0,2%.

O chefe adjunto do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Renato Baldini, afirmou que o crescimento do saldo do crédito do sistema financeiro no acumulado em 12 meses observado em novembro, de 4,4%, é o maior desde fevereiro de 2016. Ele considerou a alta "acelerada".

O desempenho tem sido determinado principalmente pela alta do crédito com recursos livres, que subiu 10,4% em 12 meses em novembro. O crédito livre ainda apresenta retração nessa comparação, de 1,8%, mas Baldini destacou que esse recuo tem desacelerado.

Veículos

O saldo de operações para a compra de veículos por pessoas físicas apontou ampliação de 1,6% no mês passado, para R$ 167,477 bilhões. Em 12 meses, o crescimento é de 13,2%, com alta de 11,7% no ano.

As concessões nessa modalidade para as pessoas físicas tiveram alta de 1,3% no mês, para R$ 9,510 bilhões e crescem 17,9% em 12 meses e 18% no ano. A taxa de juros média ficou em 21,7% ao ano, após 22,4% em outubro. A inadimplência nesta modalidade permaneceu em 3,4 %.

Imóveis

O estoque total de crédito imobiliário para as pessoas físicas com recursos direcionados subiu 0,6% em novembro na comparação com outubro, somando R$ 835,3 bilhões. Em 12 meses, a alta é de 5,3% e, no ano, de 4,7%.

Já as concessões, na mesma categoria, caíram 9,8%, para R$ 7,470 bilhões no mês, acumulando alta de 0,3% em 12 meses. Em novembro, as concessões com taxas reguladas caíram 6,2% para R$ 6,853 bilhões, enquanto aquelas com taxas de mercado tiveram queda de 36,6%, para R$ 617 milhões.

As taxas de juros médias para as pessoas físicas no crédito imobiliário com recursos direcionados se mantiveram estáveis em 7,8% ao ano em novembro, frente ao apurado em outubro. Em novembro de 2017, a taxa estava em 7,9%. As taxas reguladas subiram em 0,1%. E as taxas livres ficaram estáveis em 9,5%, ante outubro.

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