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03/01/2018

Mercado financeiro eleva projeção de crescimento da economia para 2017 e 2018

Jornal do Comércio

O mercado financeiro elevou mais uma vez a projeção para o crescimento da economia em 2017 e 2018. A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2017 passou de 0,98% para 1% no Relatório de Mercado Focus divulgado nesta terça-feira (2) pelo Banco Central. Há um mês, a perspectiva estava em 0,89%. Essa foi a quinta semana consecutiva de melhora da previsão para o indicador que será conhecido nos próximos meses. Para 2018, o mercado elevou a previsão de alta do PIB pela sétima vez seguida, de 2,68% para 2,70%. Quatro semanas atrás, a expectativa era de 2,60%. Em 1º de dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB cresceu 0,1% no terceiro trimestre, em relação ao segundo trimestre. Apesar de modesto, o número foi bem recebido pelo mercado. Um dos motivos foi o crescimento do investimento produtivo, de 1,6% no trimestre, na primeira alta após 15 quedas consecutivas. Já o Banco Central atualizou suas projeções para o PIB no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado no fim de dezembro. O crescimento projetado para 2017 é de 1,0% e para 2018 de 2,6%. No Focus divulgado neste primeiro dia útil de 2018, a projeção para a produção industrial de 2017 foi ligeiramente ajustada, de 2,03% para 2,04%. Há um mês, estava em 2,00%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial subiu com mais força, de 2,98% para 3,12%, ante 2,90% de quatro semanas antes. Na mesma pesquisa, a estimativa para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 caiu ligeiramente, de 52,20% para 52,10%. Há um mês, estava em 52,10%. Para 2018, a expectativa no boletim Focus subiu marginalmente, de 55,65% para 55,70%, ante 55,55% de um mês atrás. IPCA para 2017 segue em de 2,78% Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para o IPCA - o índice oficial de preços. O Relatório de Mercado Focus divulgado nesta terça-feira pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA em 2017 - que será conhecido nos próximos dias - seguiu em 2,78%. Há um mês, estava em 3,03%. Já a projeção para o índice de 2018 permaneceu em 3,96%, ante 4,02% de quatro semanas atrás. Analistas consultados pelo BC, portanto, reafirmaram a expectativa de que a inflação ficará abaixo do piso da meta, de 3%, em 2017. O centro da meta para 2017 e 2018 é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (inflação de 3,0% a 6,0%). Se a inflação ficar fora dessa margem de tolerância, o presidente do BC precisa enviar uma carta ao ministro da Fazenda com as explicações pelo descumprimento da meta. No fim de dezembro, o Banco Central atualizou no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) as projeções para o IPCA: 2,8% em 2017, 4,2% em 2018, 4,2% em 2019 e 4,1% em 2020. Estes cálculos do BC levam em conta câmbio e juros variáveis, conforme as projeções do Focus. Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2017 no Focus subiu ligeiramente, de 2,77% para 2,78%. Portanto, estas casas também preveem que o BC não cumprirá a meta. Para 2018, a estimativa do Top 5 permaneceu em 3,72%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,09% e 4,00%, respectivamente. Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses subiu de 3,86% para 3,90% de uma semana para outra - há um mês, estava em 3,96%. Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para dezembro de 2017 seguiu em 0,28%. Um mês antes, estava em 0,42%. No caso de janeiro, a projeção permaneceu em 0,42%, ante 0,50% de quatro semanas antes. No RTI, o BC também atualizou suas projeções de inflação de curto prazo: +0,29% em dezembro, +0,53% em janeiro e +0,47% em fevereiro.

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