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14/07/2017

Serviços fica quase estável em maio, diz IBGE

G1

O volume do setor de serviços do país ficou praticamente estável em maio. A atividade cresceu 0,1% frente a abril na série com ajuste sazonal, informou nesta quinta-feira (13) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em abril, o indicador havia subido 1%, melhor resultado em quatro anos, seguido de uma queda de 2,6% em março.

A maior contribuição negativa frente a abril veio do transporte aéreo, com recuo de 3,8%, e atividades turísticas, de 2,6%. Na outra ponta, o segmento "outros serviços" foi o que mais avançou, com variação positiva de 6,2%.

ATIVIDADE DE SERVIÇOS
Variação frente ao mês anterior, em %
0,10,10,10,1-2,6-2,6110,10,1Jan/17Fev/17Mar/17Abr/17Mai/17-3-2-1012
Fonte: IBGE

"O setor de serviços vinha apresentando uma tendência de melhora desde outubro de 2017, mas em março houve uma retração que interrompeu essa trajetória, que vem sendo recuperada aos poucos. O setor praticamente se manteve estável", destacou Roberto Saldanha, analista da coordenação de serviços e comércio do IBGE.

A taxa acumulada no ano até maio recuou 4,4%. Em 12 meses, a retração do setor é de 4,7%, segundo o IBGE. "Ainda não podemos afirmar que a trajetória vai ser invertida. Temos que esperar outros pontos para confirmar uma recuperação", destacou o analista do IBGE.

Já a receita nominal do setor em maio subiu 0,3% frente a abril, na série sem influências sazonais, mas subiu 3,9% na comparação com maio do ano anterior, também sem ajuste sazonal. No ano, a receita da atividade foi positiva em 1,3% e, em 12 meses, em 0,4%.

Queda frente a maio de 2016

Frente ao mesmo mês do ano passado, o setor teve retração de 1,9%, o menor resultado desde abril de 2015, quando o indicador recuou 5,7%. A maior influência negativa veio do segmento transporte aéreo, que recuou 17,5% nesta base de comparação.

A alta de 4,9% do setor de transportes em relação ao mesmo mês do ano anterior também teve contribuição positiva para o índice. "Os setores agrícolas demandaram mais o serviço de transportes, além do aumento das exportações", destacou Saldanha.

No outro extremo, os serviços de profissionais, administrativos e complementares registraram queda de -5,7% e a queda de -5,2% na área de atividades turísticas contribuíram negativamente para o índice.

Estados em destaque

Os estados do Amazonas (6,2%), Rio Grande do Sul (4,1%) e Mato Grosso (3,2%) tiveram as maiores influências positivas no índice no confronto com abril, na série com ajuste sazonal. Já as maiores quedas ocorreram em Roraima (-5,3%), Rondônia (-4,8%) e no Distrito Federal (-4,6%).

Na comparação com maio de 2016, o estado deo Rio teve retração de 8,8% no setor. "O Rio de Janeiro tem uma atividade de queda por causa da crise fiscal e de quebra de contratos" destacou o analista do IBGE em relação ao estado.

"O setor de transportes do Paraná deu um grande salto por causa a agricultura. Da mesma forma, no Rio Grande do Sul, o transporte cresceu 17,4%. Nos estados do Sul e em São Paulo, a agricultura alavancou o setor", explicou Saldanha.

No segmento de turismo, Pernambuco teve o melhor desempenho em volume (sem ajuste sazonal), de 0,8%, seguido de Espírito Santo (0,5%) e Ceará (0,3%). Os principais recuos, por sua vez, foram observados no Rio de Janeiro (-5,4%), Paraná (-3,7%), Distrito Federal (-2,7%), Minas Gerias (-2,1%), Santa Catarina (-2,0%) e Bahia (-1,5%).

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